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O que é um coronavírus?
14 de dezembro de 2020 bookboxadm

O que é um coronavírus?

Notícias

Por Camila Ripamonte

Infectologista e Clínica geral

 

Os coronavírus, que fazem parte de uma família de vírus conhecida desde os meados da década de 1960, estão associados ao desencadeamento de infecções respiratórias, provocando desde sintomas mais leves, semelhantes aos resfriados, até casos mais complexos, como síndromes respiratórias graves.

Atualmente, são identificados sete tipos principais de coronavírus, sendo os quatro mais comuns (alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43 e HKU1) responsáveis por quadros mais brandos de infecção respiratória. Outros dois tipos, o SARS-CoV, causador da síndrome conhecida como SARS (Severe Acute Respiratory SyndromeSíndrome Respiratória Aguda Severa), e o MERS (Middle East Respiratory Syndrome Síndrome Respiratória do Oriente) foram associados a quadros mais graves de infecção respiratória. O SARS-CoV causou um surto no início em 2002, na China, e espalhou-se por mais de 12 países, nas Américas do Norte e do Sul, Europa e Ásia, infectando mais de 8 mil pessoas e causando cerca de 800 mortes. Desde 2004 não existe relato de novos casos de SARS-CoV. O MERS foi primeiramente isolado em 2012, na Arábia Saudita, passando a outros países do Oriente Médio, Europa e África.

Em dezembro de 2019 foram relatados casos de pneumonia grave na província de Wuhan, na China, até então sem a identificação do agente causador, o qual foi identificado em 7 de janeiro de 2020, denominado 2019-nCoV e depois modificado para COVID-19.

O que é a COVID-19?

COVID-19 é uma doença infecciosa respiratória aguda, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2. Seu surto iniciou-se em dezembro de 2019 na cidade de Wuhan, província de Hubei, na República Popular da China, após serem identificados vários casos de pneumonia na cidade.

Os sintomas mais comuns da COVID-19 são febre, cansaço e tosse seca. Alguns pacientes podem apresentar dores no corpo e/ou articulares, congestão nasal, dor de cabeça, conjuntivite, dor de garganta, diarreia, perda de paladar ou olfato. Esses sintomas geralmente são leves e começam gradualmente. Algumas pessoas são infectadas e apresentam apenas sintomas muito leves ou não apresentam nenhum sintoma (assintomáticas).

A maioria das pessoas (cerca de 80%) recupera-se da doença sem precisar de tratamento hospitalar. Uma em cada seis pessoas infectadas pelo novo coronavírus fica gravemente doente e desenvolve dificuldade para respirar, queda de oxigenação sanguínea com necessidade de oxigenoterapia suplementar. As pessoas idosas e as que apresentam patologias clínicas, como hipertensão arterial (pressão alta), problemas cardíacos e pulmonares, diabetes, câncer e obesidade, têm maior risco de ficarem gravemente doentes. No entanto, é importante frisar: qualquer pessoa pode pegar a COVID-19 e ficar gravemente doente. Pessoas de todas as idades que apresentam febre e/ou tosse associada a dificuldade de respirar/falta de ar, dor/pressão no peito ou perda da fala ou movimento devem procurar atendimento médico imediatamente.

Como o COVID-19 se espalha?

Até o momento, sabemos que o vírus causador da COVID-19 pode se espalhar por meio do contato direto com pessoas infectadas a partir de suas secreções respiratórias e da saliva, que são expelidas quando uma pessoa tosse, espirra, fala ou canta, principalmente se a distância entre elas for inferior a 1 metro. Também sabemos que o contato indireto, que se dá a partir da manipulação de superfícies ou objetos contaminados, é uma forma possível de transmissão. As gotículas expelidas durante a tosse ou espirro permanecem suspensas no ar durante algum tempo e, posteriormente, depositam-se sobre superfícies e objetos ao redor. Se uma pessoa passar a mão sobre essa superfície e levar essa mão aos olhos, ao nariz ou à boca antes de tê-la lavado corretamente, ela pode se contaminar com a COVID-19.

Medidas de proteção para todos

A melhor maneira de se proteger e evitar que a doença se espalhe é seguindo as orientações dos órgãos competentes, como Organização Mundial de Saúde (OMS) e Ministério da Saúde.

Você pode reduzir suas chances de ser infectado ou espalhar a COVID-19 tomando algumas precauções simples:

  • Lavar as mãos regularmente com água e sabão sempre que possível e, na impossibilidade desse recurso, a higienização com álcool em gel deve ser realizada. É uma medida simples e barata que, quando feita adequadamente, elimina o vírus das mãos.
  • Manter a distância mínima de 1 metro entre você e qualquer pessoa que esteja tossindo ou espirrando. Quando uma pessoa tosse ou espirra, pulveriza pequenas gotas líquidas pelo nariz ou boca, e no caso de essa pessoa estar contaminada, essas gotículas podem conter vírus. Se você estiver ao lado dessa pessoa, poderá aspirar as gotículas, que podem conter o vírus da COVID-19.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca quando estiver fora de casa. Ao tocarmos nossas mãos em alguma superfície contaminada, podemos transferir o vírus para dentro do nosso corpo por meio dos olhos, do nariz ou da boca, o que nos deixaria doente.
  • Realizar a higiene respiratória ou etiqueta da tosse, cobrindo a boca e o nariz com o cotovelo ou com um lenço de papel dobrado (o papel deve ser descartado imediatamente), visando evitar a pulverização das gotículas no ar quando tossimos ou espirramos.
  • Utilizar máscaras (descartável ou de pano) todas as vezes que estiver fora de casa, evitando contato direto com o ar, pois assim não você não inalará ou pulverizará gotículas de saliva que podem conter o vírus da COVID-19.
  • Ficar em casa sempre que possível e, principalmente, não sair se apresentar quaisquer dos sintomas compatíveis com COVID-19. Mas atenção: sintomas persistentes, com evolução sem melhora e com comprometimento respiratório (falta de ar e muito cansaço para as atividades mais básicas de vida diária) são indicativos da necessidade de procura imediata por assistência médica nos locais de referência no seu município.
  • Manter-se informado sobre os locais onde o COVID-19 está se espalhando (cidades ou áreas locais). Caso seja possível, evitar viajar para esses lugares – especialmente se for uma pessoa idosa ou tiver diabetes, doenças cardíacas ou pulmonares.

Medidas para pessoas que estão ou visitaram (há 14 dias) áreas onde exista casos COVID-19

Além de todas as medidas de proteção descritas, é orientado que a pessoa permaneça em isolamento social, em sua casa, evitando sair sob qualquer pretexto. Se for essencial ter contato com alguém que lhe traga suprimentos ou tenha que sair, por exemplo, para compra desses suprimentos, deve-se utilizar uma máscara para evitar infectar outras pessoas.

Caso apresente sintomas leves como dor de cabeça, febre baixa (37,3 °C ou mais) e corrimento nasal leve, permaneça em casa até você se recuperar. Se os sintomas iniciais apresentados progredirem para febre alta, tosse seca e dificuldade em respirar, procure orientação médica imediatamente.

Existe uma vacina ou medicamento para a COVID-19?

Ainda não existe vacina contra essa doença. Apesar das várias pesquisas que vêm sendo feitas na busca de se obter uma vacina, ainda não foi descoberta nenhuma vacina eficaz. Porém, possíveis vacinas e alguns tratamentos medicamentosos específicos estão sendo investigados e testados em ensaios clínicos.

A OMS está coordenando esforços para desenvolver vacinas e medicamentos para prevenir e tratar a COVID-19, mas até o momento nenhum medicamento antiviral específico foi aprovado. Os pacientes hospitalizados ou em tratamento domiciliar recebem cuidados e medicamentos para aliviar os sintomas ou outras infecções que podem ocorrer concomitante à doença, em decorrência da baixa imunidade do organismo do paciente. A maioria dos pacientes se recupera graças a esses  cuidados de suporte.

Mudança na rotina diária

As autoridades de saúde de cada país, sob as orientações da OMS, com o intuito de evitar a transmissão e propagação da doença, adotaram medidas extremas que alteraram a vida e a rotina de todos. A melhor formar encontrada para evitar essa pandemia foi o distanciamento social, em que as pessoas foram instruídas a não saírem de suas casas, salvo em alguns casos.

O objetivo principal é evitar as aglomerações. Para isso, várias atividades do dia a dia foram suspensas, como: reuniões religiosas, atividades escolares, bares e restaurantes, casas noturnas, entre outros estabelecimentos. Algumas atividades foram adaptadas e continuaram a acontecer com o auxílio da tecnologia, pois passaram a ser realizadas virtualmente.

Os supermercados e o comércio, considerados essenciais, limitaram o número de clientes presenciais ao mesmo tempo, promovendo o distanciamento entre um cliente e outro. No entanto, a recomendação é que os idosos permaneçam em casa, minimizando o risco de contaminação.

As orientações à população são atualizadas constantemente, para que possamos gradativamente voltar a rotina diária. Alguns países nos quais a pandemia já está mais controlada estão gradativamente retornando a suas atividades diárias, mas com cautela e adotando medidas para não haver novos surtos da doença.

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